Uso de redes sociais nas eleições ainda gera dúvida

A principal novidade das eleições 2018, certamente, é a regulamentação do uso de ferramentas digitais para a comunicação junto ao eleitor. Segundo Marcelo Vitorino, especialista e professor de marketing político digital, “a grande diferença nesta eleição é a possibilidade de impulsionamento de conteúdo, isto é, será possível para o candidato comprar mídia digital”.

Mas, ainda segundo o professor, essa novidade pode resultar em algumas armadilhas para as campanhas. Para ele é preciso conhecimento jurídico e técnico para realizar uma campanha digital com bons resultados.

Por um lado, se a equipe não compreender os conceitos de mídia utilizados pela legislação e as limitações impostas, o resultado pode ser a impugnação do candidato. De outro lado, se a equipe não tem conhecimento técnico para utilizar as inúmeras ferramentas que a mídia e as redes sociais oferecem, o dinheiro investido vai ser jogado fora.

Marqueteiros buscam especialização

Atuando em campanhas eleitorais há mais de 20 anos, o jornalista paranaense Regis Rieger, buscou nos últimos anos especializar-se no marketing político digital. Para ele, “a lógica da comunicação digital difere do que nós, jornalistas do off-line. Os cursos de marketing digital mudaram a minha forma de fazer a comunicação”.

Ana Lucia Dias, estudante de publicidade, também optou por expandir o mercado investindo em cursos de comunicação política. Para ela com a regulamentação no uso da internet  para impulsionamento de anúncios, um novo mercado surge. “Quero aproveitar que hoje tem poucos profissionais da publicidade digital atuando nas campanhas. Tem muito jornalista, publicitário ainda são poucos”, explica.

Escola on-line oferece cursos sobre uso de mídia digital e rede social durante a campanha

A Presença Online, escola digital especializada em marketing digital e político desenvolveu um conjunto de cursos voltados para o desenvolvimento de competências técnicas para o uso de mídia e redes sociais durante a campanha.

Ao todo, são cinco cursos que ensinam o uso básico e avançado sobre como criar anúncios no Facebook, investir em segmentação de anúncios e até como contratar serviços de distribuição de mensagens.

O programa completo pode ser acessado nos links abaixo:

Curso: Usando Facebook como ferramenta de pesquisa

Curso: Anúncios de Facebook – impulsionamento para campanhas eleitorais

Curso: Facebook para campanhas eleitorais

Curso: WhatsApp para campanhas eleitorais

Curso: Instagram para campanhas eleitorais

A escola também lançou e março deste ano, o curso MasterClass Eleições 2018, com mais de 15 cursos para agências de comunicação e profissionais que vão trabalhar na gestão de campanhas.

Maíra Moraes

Maíra Moraes

Flipboard

Doutoranda em Comunicação e Sociedade na Universidade de Brasília (UnB), pesquisa as relações de poder implicadas no processo de produção de notícias e como as realidades são construídas por meio de narrativas e práticas dominantes. É gerente de projetos certificada PMP®, especializando-se na implementação de metodologias híbridas (presencial e a distância) de educação em redes públicas estaduais e municipais.

leia mais

Mais artigos do autor:

Leia mais

29 de abril de 2018

Maíra Moraes

A internet tem empurrado as mudanças de regras nas eleições nos últimos anos. A principal novidade em 2018 é a possibilidade dos candidatos realizarem impulsionamento, isto é, investimento em anúncios nas redes sociais. Mas a regra tem levantado inúmeras dúvida

Leia mais

26 de dezembro de 2018

Maíra Moraes

“Coisas que todo profissional que quer trabalhar com marketing político digital deveria saber”, chega aos novos deputados e senadores eleitos.

Artigos Relacionados:

Logos da rede social LinkedIn Leia mais

23 de setembro de 2019

Avatar

A comunicação política no LinkedIn ainda é pouco explorada no Brasil. A rede pode ser uma ótima ferramenta para políticos e administrações públicas.

Leia mais

18 de setembro de 2019

Tainã Gomes de Matos

Conteúdos políticos, inclusive as emendas parlamentares, precisam de "traduções" para garantir que a mensagem faça sentido para o eleitor. Saiba mais!