Como melhorar as relações com o eleitor em meio à pandemia

O novo cenário político traz consigo oportunidades para melhorar as relações com o eleitor em meio à pandemia. A mudança que o isolamento social ocasionado pelo coronavírus impôs nos relacionamentos interpessoais reflete no contato, igualmente, entre pré-candidatos e eleitores.

Assim, o afastamento físico entre as pessoas, bem como o distanciamento das demandas do bairro interferem na construção da estratégia política. Pois este processo é contínuo e sofre constantes variações.

Os smartphones no centro da comunicação

Primeiramente, os smartphones são uma oportunidade de melhorar as relações com o eleitor em meio à pandemia. Sendo assim, a dinâmica de apresentação pessoal, de exposição de projetos e de conquista da empatia dos cidadãos tem um novo intermediário principal.

Essa nova forma de vínculo pode ser, de certa forma, fortalecida pelas inúmeras possibilidades do digital. Com toda a certeza, os smartphones oferecem vastas possibilidades de contato, de entretenimento e de divulgação de conteúdos.

Segundo pesquisa da Agência Telebrasil, 97% dos internautas usam o celular para acessar a internet. Por esta razão, os smartphones estão no centro da comunicação política.

A disputa pela atenção nas redes sociais

Porém, o grande obstáculo é a disputa ainda mais acirrada pela atenção do usuário. Além disso, é preciso uma inserção ao que está em alta nas plataformas digitais, como as lives por exemplo.

Postulantes aos cargos públicos esbarram em uma resistência histórica da população ao tema e a tudo o que se refere às eleições, etc. Neste ínterim, a grande quantidade de lives exibidas em redes sociais, como o Instagram, lotam os espaços e ocasionam em um esgotamento do formato.

Deste modo, políticos precisam encarar o desgaste do seu campo e com o desgaste que ocorre com as lives. O mesmo ocorre com menos frequência com os influenciadores digitais, coaches, educadores, etc.

A exceção está nas figuras públicas que já têm forte militância digital e angariam público e ressonância ao que propõem (incluindo as lives). Para os demais, há o risco de estar investindo energia em uma alternativa de relação com o eleitor menos efetiva.

As relações com o eleitor durante e após a pandemia

Diante da crise mundial da covid-19, entendo como alternativa viável que a comunicação online seja ampla e específica.

De forma específica, que o uso dos smartphones, das redes sociais e da comunicação social seja destinado ao contato com grupos específicos. Neste caso, entrariam as relações com moradores de determinada região, com as mulheres, com uma classe profissional, etc.

É importante estimular essas pessoas a contribuir com os projetos políticos e a apontar melhorias que sentem necessidade e entender seus principais anseios. Esse contato substitui, ainda que de forma menos eficiente, o contato direto, o olho no olho, a reunião com a associação de bairro.

De forma ampla, a produção de conteúdo deve se intensificar para buscar aumentar a base de contatos, perceber as demandas da população em geral e fortalecer a presença digital. O professor e consultor político Marcelo Vitorino aborda alternativas e ações para os pré-candidatos durante a pandemia.

Se antes a internet já era de suma importância ao processo eleitoral, atualmente, ela é fundamental para a continuidade da pré-campanha e da campanha que se aproxima.

Alessandra Fedeski

Alessandra Fedeski

Jornalista, formada pela UNISINOS, consultora de marketing político, com experiência junto à equipe de comunicação em três campanhas eleitorais (2014, 2016 e 2018)

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