Case sobre o mercado de marketing político é tema em Congresso Internacional de Educação a Distância

O estudo sobre a reconstrução do mercado de marketing político por meio de itinerários formativos a distância é foco da apresentação selecionada para o 24° CIAED – Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, realizado entre os dias 3 a 7 de outubro será realizado em Florianópolis.

A Associação Brasileira de Educação a Distância é uma sociedade científica, sem fins lucrativos, voltada para o desenvolvimento da educação aberta, flexível e a distância e tem como objetivos principais estimular a prática e o desenvolvimento de projetos em educação a distância em todas as suas formas, promover o aproveitamento de “mídias” diferentes na realização de educação a distância, além de fomentar o espírito de abertura, de criatividade, inovação, de credibilidade e de experimentação na prática da educação a distância.

O Congresso é o momento para se compartilhar experiências, erros e acertos que possibilitam as instituições a desenvolverem cada vez mais, melhores soluções de aprendizados. Segundo Fredric Michael Litto, presidente da ABED

Não há algoritmo definitivo para sucesso em EAD — apenas experimentação com ideias e recursos trazem resultados positivos! As instituições que atuam no setor de EAD no país tornaram-se agora mais próximas das entidades não regulamentadas em razão de sua potencialidade para criar experiências educacionais significativas para aqueles que realmente querem aprender.

Uma das apresentações a serem realizadas durante o Congresso é sobre a experiência da Presença Online, uma escola a distância focada em marketing digital.  Em 2012, o desenvolvimento de cursos era apenas uma das frentes da empresa e, com o tempo, tornou-se a principal demanda por parte de clientes que buscavam cursos de atualização para suas equipes de marketing. Respondendo a este cenário, em 2016,  lançou sua plataforma de cursos on-line. Nesse mesmo ano, produziu e lançou mais de dez cursos on-line com Marcelo Vitorino, tendo como âncora o curso Marketing Político Eleitoral: a vez do digital, também realizado presencialmente nas cidades de São Paulo e Brasília, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM. Hoje, são cerca de 18 cursos presenciais e on-line com diversos especialistas, o principal deles o MasterClass Eleições 2018.

A experiência de sucesso, selecionada pela organização do Congresso, é contada no case (Re)construindo o mercado: uma proposta de itinerários formativos a distância para o mundo do marketing político digital, escrito por Maíra Moraes e Natália Mateus. Leia a seguir a introdução do estudo.

(Re)construindo o mercado: uma proposta de itinerários formativos a distância para o mundo do marketing político digital

De início consideramos importante explicar o uso da expressão “(re)construindo” utilizado no título deste estudo. Entendemos que o Brasil vive atualmente uma ressignificação do mercado de marketing político motivada principalmente por duas variáveis: a operação Lava Jato e a Reforma Política de 2017.

Por parte da Lava Jato, reconhecida a maior operação de investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve (MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, s.d), tivemos a condenação de diversos atores como empresários, funcionários públicos e agentes políticos. Dentre os empresários, os empreiteiros e operadores financeiros foram o foco de cobertura midiática, mas, para além deles, agências de comunicação, publicitários e outros profissionais do marketing político também foram investigados e condenados. Muitos deles realizaram acordos de delação e leniência.

Se por um lado tal movimento judiciário, político e midiático ampliou uma certa rejeição ao marketing político e seus profissionais, por outro abriu caminhos para a transformação da cultura profissional, reduzindo a frequência de negociações feitas nas zonas cinzas da legislação.

Castilho (2013; 2014) analisa, “a partir de Castells, o marketing político como uma expressão da crise das democracias representativas contemporâneas, argumenta que apenas se tal crise for superada tal expressão se transformará e/ou desaparecerá”.

O contexto contemporâneo nacional dá indícios de transformação.

Reforçando nossa tese, temos a Reforma Política 2017, que descreve a dinâmica do processo eleitoral seguinte, cujo resultado define quem governa o país nas esferas federal e estadual durante a gestão de 2019 a 2022. Tal legislação garantiu o uso de anúncios em redes sociais para os candidatos e ampliou as possibilidades de arrecadação por meios digitais, assemelhando a comunicação das campanhas brasileiras às estadunidenses, em que o uso das ferramentas digitais impactam diretamente o resultado eleitoral.

É a partir desse fundo histórico que partimos para o estudo de caso sobre a (re)construção do mercado de marketing político, agregando agora a dimensão do digital. Quais as competências necessárias aos profissionais para atuar neste campo?Como esses profissionais têm buscado qualificação?

O Prof. Marcelo Vitorino, especialista e consultor de diversos políticos e candidatos alerta para a falta de profissionais preparados no Brasil. Segundo o especialista, as campanhas para eleições em 2018 trarão um cenário nunca visto no Brasil e por isso há poucos profissionais preparados para o novo formato. “A cada dia vejo mais políticos e assessores participando dos meus cursos de marketing político e eleitoral digital. Alguns já entenderam que se não tiverem equipe com competência para lidar com o digital agora, não terão durante a campanha. Vai faltar profissional em 2018” (VITORINO, 2017).

Este estudo busca compreender como os profissionais brasileiros de marketing político digital tem buscado o desenvolvimento das competências necessárias para atuação no novo mercado político. Para isso, parte da experiência da escola de cursos a distância Presença Online, a principal referência nacional no setor. O relato compreende nove meses – de março a dezembro de 2018 – de acompanhamento da empresa, analisando dados quantitativos e qualitativos sobre suas ações didático-pedagógicas.

Na perspectiva quantitativa serão trabalhados dados como número de cursos oferecidos, alunos matriculados, índices de finalização de cursos, indicadores de qualidade, entre outros. A abordagem qualitativa estabelece-se principalmente por meio de diálogos e entrevistas com os alunos, assim como na análise das estratégias de gestão de alunos e fomento ao relacionamento comercial entre eles.

Maíra Moraes

Maíra Moraes

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Doutoranda em Comunicação e Sociedade na Universidade de Brasília (UnB), pesquisa as relações de poder implicadas no processo de produção de notícias e como as realidades são construídas por meio de narrativas e práticas dominantes. É gerente de projetos certificada PMP®, especializando-se na implementação de metodologias híbridas (presencial e a distância) de educação em redes públicas estaduais e municipais.

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