O Twitter como fonte para profissionais do marketing político

Estamos relativamente distantes do próximo período eleitoral. A distância temporal, porém, não deve eximir quem pretende estar em uma campanha de qualidade do árduo trabalho para que isso se concretize. Pelo contrário. Essa distância deve ser usufruída com inteligência estratégica.

Por exemplo, uma rede social que, apesar de menos disseminada entre a grande população do que outras como Facebook, Instagram e WhatsApp, pode ser considerada como potencial fonte para profissionais do marketing político.

Utilização do Twitter

Refiro-me ao Twitter, microblog criado em 2006, e que é utilizado por políticos como meio para disseminar opiniões, mas, também, para o compartilhamento de informações.

Nos Estados Unidos esta utilização é evidentemente maior, onde o atual presidente, Joe Biden, possui 30,2 milhões de seguidores na plataforma. Para fins de comparação, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem 6,7 milhões de seguidores.

Mas, pesquisa da ComScore mostra que os brasileiros gastam quase duas horas por dia nas redes sociais, com o Twitter ainda figurando como um dos destinos. Deste modo, entendo como estratégico o uso desta rede no planejamento político, seja da campanha ou fora dela.

Particularidades do Twitter

As particularidades do Twitter o colocam nesta posição de potencial fonte para profissionais do marketing político e mesmo para políticos já em mandato. Explico.

A pessoalidade dos “tweets” pode mostrar a forma como determinado político é e age. Assim, é possível visualizar com certa clareza, por exemplo, seu palavreado, sua entonação (ainda que predominantemente textual). De igual modo, pode se verificar sua forma de se dirigir aos colegas e às pessoas em geral.

A conta de um político o mostra de uma forma mais íntima e isso pode ser usado na estratégia eleitoral de um candidato da oposição, por exemplo.

A rede social como potencial fonte para o marketing político

Ao mapear os agentes políticos envolvidos em uma comunicação de mandato ou no planejamento da próxima campanha, percebe-se no Twitter que alguns não dialogam com o seu partido, por exemplo. Estes mesmos políticos podem estar mudando de perfil ideológico e dando sinais em seus conteúdos.

Informações precisas como essas, identificam potenciais fatores que influenciam o político e coloca aquelas que as analisam de forma estratégica em posição de vantagem quando comparada a outros.

Portanto, uma varredura nas postagens no Twitter pode ser usada como potencial fonte para profissionais do marketing político. Não deixe de seguir políticos, ainda que seja totalmente contra aos mesmos.

Use a seu favor o que vem sendo dito, algumas vezes de forma despretensiosa, na rede social para montar a comunicação do seu político. Conhecer o “inimigo” é fundamental para combatê-lo.

Alessandra Fedeski

Alessandra Fedeski

Jornalista, formada pela UNISINOS, consultora de marketing político, com experiência junto à equipe de comunicação em três campanhas eleitorais (2014, 2016 e 2018)

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