“O futuro da comunicação política passa necessariamente pela transparência e objetividade na produção de conteúdo”

Com a democratização de acesso à internet e, principalmente às redes sociais, muitos especialistas assinalam a crise do jornalismo profissional, já que plataformas como o Twitter e Facebook permitiram a entrada de novos agentes de produção e distribuição de conteúdo. Essa característica do nosso tempo, também abriu portas para a produção e disseminação de notícias falsas. Nesse contexto o relacionamento com a imprensa por parte dos poderes executivo, legislativo e judiciário brasileiro torna-se, cada vez mais, uma atividade fundamental para a manutenção da esfera democrática e para a prestação de contas com a comunidade.

Essa é a ideia central que Felipe Cabral leva para o Seminário Comunicação Política 2019, realizado pela Presença Online, na próxima quinta-feira (28/02), em Brasília.

Profissional com mais de 10 anos de atuação em comunicação política, Felipe é jornalista e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB). Com  vasta experiência em assessoria de comunicação, assessoria parlamentar e relações institucionais no Poder Legislativo, conversou com o canal Marketing Político Hoje sobre sua palestra: Assessoria de Comunicação no Congresso Nacional

Qual a relevância do tema para os participantes do Seminário?

A palestra abordará a comunicação política com foco em assessoria de comunicação no âmbito do Congresso Nacional. O tema é relevante por se tratar de uma área específica no segmento de assessoria de imprensa e pela escassez de disciplinas acadêmicas focadas na temática.

Para você, qual o futuro da comunicação política e de governo?

O futuro da comunicação política e de governo passa necessariamente pela transparência e objetividade na produção de conteúdo. O cidadão, o eleitor, não aguenta mais ser “enganado”. A interação precisa ser cada vez mais legítima, sem pirotecnias. Se adequará melhor ao futuro quem conseguir fidelizar e estabelecer um vínculo real com seu público, independente de interlocutores externos.

E a internet? Na sua opinião, qual o papel desse meio na comunicação política e governamental?

A batalha da comunicação passa pelas redes sociais. O papel da internet continuará sendo fundamental, sobretudo após o pleito eleitoral de 2018. Não há como mencionar gestões comunicacionais exitosas que desconsideram o poder da Internet.

 

 

Felipe Cabral é jornalista e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB). Com mais de 10 anos de experiência, possui vasta experiência em Assessoria de Comunicação, Marketing Político Digital, Assessoria Parlamentar e Relações Institucionais no Poder Legislativo. Especialista em política e assessoramento no Congresso Nacional, com passagens por Gabinete Parlamentar, Comissões, órgãos da Mesa Diretora e Liderança Partidária.

 

Maíra Moraes

Maíra Moraes

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Doutoranda em Comunicação e Sociedade na Universidade de Brasília (UnB), pesquisa as relações de poder implicadas no processo de produção de notícias e como as realidades são construídas por meio de narrativas e práticas dominantes. É gerente de projetos certificada PMP®, especializando-se na implementação de metodologias híbridas (presencial e a distância) de educação em redes públicas estaduais e municipais.

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