A dúvida sobre o uso do TikTok na política é uma das mais frequentes entre profissionais que atuam na comunicação política e em campanhas eleitorais. Com o crescimento expressivo dessa plataforma, muitos pré-candidatos e assessores se perguntam se realmente vale a pena investir tempo na rede. A resposta não é simples, pois envolve entender a dinâmica das redes sociais, o comportamento dos eleitores e como gerar engajamento autêntico. O uso indiscriminado da ferramenta, sem estratégia, pode afastar o público. Por isso, é fundamental analisar as características do canal e compreender se ele se alinha à mensagem e à imagem do político antes de iniciar a produção de qualquer conteúdo.
Como o TikTok na política funciona na prática
Olha só, a pergunta se o TikTok vale a pena para o perfil de um político é daquelas que não tem resposta fácil, sabe? Mas, como sempre digo, com um pouco de atenção e boa vontade para deixar de lado certos mitos, a gente chega lá. Primeiramente, é preciso entender que as redes sociais são como salões de festas de clubes. Se você quer chamar a atenção e ser bem-visto, não pode ficar o tempo todo falando apenas das suas próprias vantagens. As pessoas estão ali para relacionamento e entretenimento. Em período eleitoral, o anseio de conquistar o eleitor rápido faz com que muitos errem a mão, chateando as pessoas com conteúdos inadequados e formatos engessados.
O mito das dancinhas na comunicação eleitoral
Muitos profissionais de comunicação acreditam que estar no TikTok significa, obrigatoriamente, aderir às famosas dancinhas. Isso é um equívoco gigantesco. O uso indiscriminado de vídeos feitos puramente para entreter geralmente só mostra que o político não entendeu o que os eleitores esperam. Para quem já tem um perfil midiático, isso até pode funcionar de forma orgânica. Mas para políticos mais tradicionais, a sensação é a mesma de ver o “tio do pavê” tentando usar gírias atuais de forma forçada. A linha entre o engraçado e o ridículo é muito tênue. Uma grande tendência que realmente funciona é usar mensagens fortes em um tom mais descontraído.
O alinhamento entre conteúdo e eleitor
Muita gente se ilude com as curtidas, achando que isso representa a aprovação da maioria. O que a gente tem a oferecer, a nossa história e a nossa credibilidade vêm primeiro. Depois disso, a gente busca os públicos interessados. Por exemplo, se um candidato dedicou a vida à educação infantil, não faz sentido tentar conquistar eleitores de áreas totalmente diferentes apenas para viralizar em uma onda do momento. Portanto, só depois de alinhar a essência do conteúdo aos eleitores que se quer atrair é que a gente escolhe os canais. O TikTok na política é poderoso, mas só traz resultados reais se houver verdade por trás da tela.
Recomendações e próximos passos
Para encerrar a nossa conversa de hoje, fiz um pequeno resumo com pontos fundamentais que você deve observar antes de começar sua estratégia:
- Tenha uma conta oficial: Mesmo que não poste sempre, garanta seu espaço e evite perfis falsos.
- Seja autêntico: Não force atitudes ou falas que não fazem parte de quem você é no dia a dia.
- Adapte a mensagem: Traga assuntos sérios e importantes de um jeito mais leve.
- Lembre-se do objetivo principal: Curtidas e visualizações no aplicativo não são sinônimos automáticos de votos nas urnas.
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