Como dividir o tempo para impactar o eleitor na campanha eleitoral?

Um dos principais ativos de uma campanha eleitoral é o tempo. Quanto menos tempo uma candidatura tem para se estruturar, maior terá que ser o investimento para que ela tenha chances de vingar. Por outro lado, um candidato que se prepara com antecedência e utiliza o tempo de forma correta para se comunicar com os eleitores poderá impactar de forma mais eficiente e mais barata os públicos de interesse.

A cada eleição, as regras do jogo eleitoral mudam e é preciso se adaptar a um novo cenário para fazer campanha. Nos últimos anos, o tempo de televisão foi reduzido e o tempo da campanha na rua também. Somente candidatos que entenderem que o curto período eleitoral não é mais suficiente para se comunicar com as pessoas sairão vitoriosos. Há um conjunto de estratégias de comunicação que não podem esperar até a campanha começar. E a principal delas é o relacionamento com o eleitor.

O tempo dividido em etapas de comunicação na campanha eleitoral

Quando falar com o eleitor?” “O que falar?”. Pode parecer uma pergunta simples, mas muitos candidatos considerados eleitos acabam ficando de fora por não saberem como e quando se comunicar com o público.

Assim como um relacionamento sólido entre duas pessoas não se ergue da noite para o dia, na política, ao estabelecer relação com o eleitor, não é diferente. Por isso, é preciso compreender as etapas de comunicação, respeitando a importância e o tempo de cada uma delas para a conquista da confiança e, consequentemente, do voto.

1. Período de sensibilização na campanha eleitoral

A confiança do eleitor precisa, antes de tudo, ser conquistada. E gerar empatia é o princípio básico da conquista. Quando você deseja conquistar uma pessoa, o primeiro passo é se apresentar e ser simpático, não é mesmo? Em seguida, você tenta criar conexão, falando de coisas que vocês têm em comum. Essa etapa de conhecimento, afinidade e interesses em comum, sem exageros, é o que cria empatia.

O período não-eleitoral é o momento ideal para estabelecer relacionamento e criar empatia com o eleitor. Não seja aquela pessoa chata que chega no primeiro encontro e apenas fala de si. O eleitor não está na internet em busca de políticos e candidatos, mas, sim, de entretenimento e algo que lhes interessa.

Use a comunicação para se apresentar, contar sua história, mostrar o que há de bom em você, conhecer o público e comungar da dor das pessoas.

2. Período de motivação na campanha eleitoral

Após gerar empatia, o candidato começa a dar motivação para que o eleitor o escolha. Lembre-se: no período eleitoral, o foco das pessoas está para o eleitoral. É neste momento que o candidato precisa apresentar motivos para que o eleitor confie no projeto da sua candidatura.

Em campanhas de reeleição, muitos políticos utilizam o período de motivação para divulgar ações realizadas durante o mandato, para que, dessa forma, o eleitor enxergue nas ações motivos para continuar votando naquele candidato.

Quando ainda não se é um político, o caminho costuma ser diferente. Pelo fato de não ter trabalho na política para mostrar, candidatos com estratégia apostam na construção de reputação para, no período eleitoral, serem vistos como referência em um determinado tema. Isso é importante, porque quando o eleitor busca por algum assunto específico, ele vai até alguém que tem credibilidade e lhe dê motivos para confiar.

Uma candidatura precisa comunicar sua intenção de forma clara, para que o eleitor seja motivado a votar nela. O produto da campanha não é o candidato, mas, sim, o que as pessoas querem que alguém faça por elas. Durante o período de motivação, apresente suas propostas, suas ideias e como você pode contribuir para melhorar a vida das pessoas.

3. Período de mobilização na campanha eleitoral

Depois que o político gera empatia, se sensibiliza com a dor das pessoas e cria motivos em torno da solução de um problema, ele deve mobilizar o eleitor para o voto.

“Por que a motivação vem depois?”. Vou explicar. Quando alguém deseja conquistar uma pessoa, ele não a pede em casamento logo no primeiro dia, pois isso pode assustar e até fazer a outra pessoa desistir do relacionamento logo de cara, certo? Como já disse, primeiro, a pessoa que deseja se casar precisa criar empatia e dar motivos para que a outra pessoa confie nela. Somente depois de criar um relacionamento de confiança, o pedido de casamento vem.

E com o pedido de voto é exatamente assim. Não trate o eleitor como se ele não fosse uma pessoa com quem você não deve se relacionar. A mobilização é essencial, mas sem sensibilização e motivação é ela é um tiro no pé.

É nesse sentido que se deve conduzir a comunicação eleitoral, afinal, o voto é uma conquista que vem acompanhada de confiança. O político que respeitar as etapas de comunicação, levando às pessoas algo que elas se interessem, sendo o porta-voz de um assunto que necessita de atenção ou de um desafio a ser vencido, certamente, será bem sucedido.

Saiba mais sobre as etapas de comunicação da campanha eleitoral!

Quer aprender ainda mais? O professor Marcelo Vitorino ensina, em seu canal do Youtube, o caminho para chegar ao coração do eleitor, utilizando o tempo para sensibilizar, motivar e mobilizar. Assista, aprenda e aplique!

 

Nataly Maier

Nataly Maier

Jornalista, pós-graduanda em Comunicação Governamental e Marketing Político pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), de Brasília. Possui experiência como analista de mídias sociais e assessora de imprensa em mandatos e campanhas nas esferas municipal e federal.

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