Os 3 lados do impulsionamento eleitoral

A possibilidade de entregar conteúdos específicos para grupos segmentados mudou a dinâmica da comunicação política. Somente quem apostar em anúncios políticos e impulsionamento, de forma estratégica e dentro da legislação vigente, conseguirá se conectar com o eleitor e ser eficiente em sua comunicação durante a disputa eleitoral. E não basta somente apertar o dedo e impulsionar o conteúdo. É preciso ser profissional e entender uma gama de estratégias, regras e técnicas para quem quer entregar o conteúdo certo para o público certo.

A melhor forma de furar a bolha de engajamento nas redes sociais e alcançar eleitores que tenham afinidade com o seu trabalho é por meio do impulsionamento. O impulsionamento, durante as eleições, tem que ter 3 lados bem afiados e afinados entre si, e é sobre isso que falaremos a seguir.

Impulsionamento eleitoral: o lado jurídico

Além da legislação eleitoral, a cada pleito, o Tribunal Superior Eleitoral publica novas normas que disciplinam a propaganda eleitoral, incluindo o impulsionamento de conteúdo.

Desde já, é preciso deixar claro que apenas as empresas cadastradas na Justiça Eleitoral poderão realizar o impulsionamento de propaganda eleitoral, uma vez que é necessário identificar quem contratou o serviço.

Além disso, talvez você já saiba, mas vale a pena lembrar: durante a pré-campanha, não pode haver pedido explícito de votos (nem de forma indireta), e o limite de gastos deve ser respeitado.

Ferir qualquer regra do impulsionamento pode gerar multa eleitoral e até candidatura impugnada. Impulsionar fora da legislação é um risco para qualquer projeto político.

Impulsionamento eleitoral: o lado técnico

Em 2018, cerca de 28 mil candidatos participaram da disputa eleitoral e poucos conseguiram contar com gestores de tráfego em suas equipes de comunicação. Em 2020, não foi diferente. Infelizmente, nem todos profissionais estão preparados para fazer anúncios no marketing político.

Como já disse, não basta só apertar o dedo e patrocinar um conteúdo. O gerenciador de anúncio, plataforma para anunciantes no Facebook, ainda é o terror de muita gente. Mas a maior efetividade dos impulsionamentos feitos no Facebook acontece quando o anúncio conta com um bom trabalho de segmentação, ou seja, de quem entende da plataforma e sabe utilizá-la da maneira mais eficiente.

Além disso, é preciso ampliar seus horizontes e se lembrar de que existe vida digital além do Facebook. E publicidade on-line também. O Google AdWords (Google Ads) é um bom exemplo de ferramenta fundamental para estratégias de tráfego bem construídas.

O Google oferece uma grande variedade de modalidades e formatos de anúncios que vão bem além da rede de pesquisa que a maioria das pessoas já conhece. É através desta ferramenta que se cria anúncios para o YouTube, que nada mais é do que a segunda maior ferramenta de busca do mundo.

Impulsionamento eleitoral: o lado estratégico

Outro fator importante e que deve ser levado em consideração é a estratégia aplicada nos anúncios. Nas eleições de 2018, foram poucas as campanhas que souberam aproveitar as ferramentas de anúncios on-line para propagandas eleitorais.

Antes da possibilidade de impulsionamento de conteúdos políticos, os conteúdos ficavam restritos às bolhas ideológicas, contando apenas com a audiência orgânica, levando a propagação apenas aos já convertidos. Agora, com estratégia, é possível furar essas bolhas, entregando conteúdos certos para os públicos certos, o que aumenta muito as chances de conversão e engajamento.

O impulsionamento é como um horário comprado na televisão. Sendo assim, se você pudesse comprá-lo, o que você ofereceria a quem estaria assistindo? Colocaria um texto mal redigido? Uma mensagem sem um objetivo? Utilizaria fotos de má qualidade? Provavelmente, a resposta é não. Certamente, colocaria o que há de melhor na sua comunicação, e é isso que tem que ser feito no Facebook e também para o Google.

Outra questão é a entrega de conteúdo. Para quem deve ser a entrega? Ora, se a sua principal pauta é a valorização de profissionais de saúde, por que você direcionaria um conteúdo para pessoas que não tem afinidade nem interesse nesse assunto?

Fazer impulsionamento de fora aberta, sem estratégia, é jogar dinheiro fora. Por trás de um anúncio bem feito, há muitas informações: conhecimento de público, reputação política, eleitorado e contexto.

Quando o assunto é campanha política, não há mais tempo para perder com amadorismo. Impulsionamento é uma das estratégias que veio para ficar e quem não aprender tudo sobre esse assunto corre o risco de ficar de fora das eleições.

Quer aprender mais sobre os 3 lados do impulsionamento eleitoral?

Se você trabalha com marketing político e quer aprender ainda mais sobre a legislação, a técnica e a estratégia do impulsionamento eleitoral, tenho uma boa notícia!

Fiz uma live no meu canal do YouTube para falar dos 3 lados do impulsionamento, juntamente com o advogado eleitoral, Dr. Gustavo Kanffer, e com a professora e especialista em anúncios políticos, Natália Mendonça.  Assista! 😉

 

Marcelo Vitorino

Marcelo Vitorino

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Professor na ESPM e consultor de comunicação e marketing digital, reúne experiência no marketing corporativo, eleitoral, institucional e político. Costumo enviar conteúdos de comunicação e marketing político por WhatsApp. Caso queira receber, basta adicionar o meu número (61) 99815-6161 na sua lista de contatos e me mandar uma primeira mensagem com seu nome.

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