Vamos ser sinceros: você já deve ter visto aquele político que fala grosso no palanque, promete mundos e fundos, mas quando senta na cadeira, a realidade é outra. O que acontece com ele? Perde a credibilidade. Um dos maiores desafios na comunicação política hoje é alinhar discurso e prática para sustentar uma imagem pública coerente. Não adianta ter uma rede social bombada, com fotos lindas e frases de efeito, se a entrega real para as pessoas não condiz com o que está sendo postado. O eleitor percebe, e a conta chega.
Quando falamos sobre alinhar discurso e prática, estamos falando de sobrevivência política. A dissonância entre o que se diz e o que se faz cria um ruído que destrói reputações construídas ao longo de anos. Para profissionais de comunicação e políticos, entender que a imagem pública é reflexo direto da coerência é o primeiro passo para não cair no descrédito. Se você quer construir uma carreira sólida, precisa entender que a comunicação não é maquiagem, é a expressão da verdade do seu mandato ou da sua campanha.
O perigo da dissonância cognitiva na política
Existe um termo técnico que usamos muito: dissonância cognitiva. Simplificando, é quando o cérebro do eleitor entra em conflito porque o que ele vê não bate com o que ele sente na pele. Imagine um prefeito que se vende como o “pai da saúde”, mas o posto de saúde do bairro não tem médico. A imagem pública dele vai desmoronar, não importa quanto dinheiro ele gaste em impulsionamento.
Para alinhar discurso e prática, você precisa primeiro olhar para dentro. O que você ou seu assessorado realmente entregam? Se o político é um gestor técnico, não tente transformá-lo no “amigão do povo” de uma hora para outra. A incoerência gera desconfiança. É melhor assumir quem você é e falar para o público que valoriza esse perfil do que tentar enganar a todos e acabar sem ninguém.
Diferença entre exposição e reputação
Muita gente confunde ser conhecido com ser respeitado. Exposição é volume: é aparecer em todo lugar. Reputação é o que as pessoas dizem de você quando você não está na sala. Você pode ter uma exposição gigantesca por causa de um escândalo ou de uma gafe, mas isso não te dá votos. O segredo para uma boa imagem pública é transformar a exposição em reputação positiva.
E como faz isso? Com consistência. Se você defende a austeridade fiscal, não pode ser visto esbanjando recursos públicos. Se a sua bandeira é a renovação, não pode agir com as velhas práticas de balcão de negócios. A reputação é construída no detalhe, dia após dia, quando a prática confirma o discurso.
A comunicação como ferramenta de gestão
Para que o alinhamento aconteça, a comunicação deve ser encarada como parte da gestão, e não apenas como o “departamento que faz post”. A equipe de comunicação precisa ter acesso às decisões estratégicas. Se a prefeitura vai ter que cortar gastos, a comunicação precisa saber antes para preparar o terreno e alinhar o discurso.
Além disso, treinar a equipe é fundamental. O secretário, o chefe de gabinete e até a recepcionista precisam entender qual é o tom da gestão. Se o prefeito diz que a gestão é acolhedora, mas o cidadão é maltratado na repartição, o discurso cai por terra. Alinhar discurso e prática exige que todos os envolvidos falem a mesma língua e ajam sob os mesmos princípios.
Passos práticos para garantir a coerência
Então, como colocar isso em prática? Aqui vai um roteiro básico:
- Auditoria de imagem: Pergunte às pessoas o que elas pensam de você. O resultado bate com o que você quer transmitir?
- Defina suas pautas: Escolha 2 ou 3 temas que você domina e foque neles. Ninguém é especialista em tudo.
- Verifique a entrega: Antes de anunciar uma obra ou projeto, tenha certeza de que vai sair do papel. Promessa não cumprida é veneno.
Conclusão: a verdade é a melhor estratégia
No fim das contas, a política mudou. O eleitor está mais atento e as redes sociais não perdoam hipocrisia. Alinhar discurso e prática não é apenas uma questão ética, é uma estratégia inteligente de sobrevivência e crescimento. Construa sua narrativa em cima de verdades, e sua imagem pública será inabalável.
Resumindo o que conversamos:
- Coerência gera confiança; dissonância gera rejeição.
- Exposição sem reputação não sustenta mandato.
- A comunicação deve participar da estratégia de gestão.
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