Nos últimos 10 dias de campanha, a comunicação para de sensibilizar o eleitor e passa a pedir voto. Isso significa escolher poucas prioridades e parar de disputar quem já fechou com o adversário, para concentrar o esforço no indeciso. O discurso sensível dá lugar ao pragmático, que mostra qual problema a candidatura resolve. O número passa a aparecer em toda peça, e a operação se divide em quatro frentes: mobilização, conteúdo, impulsionamento e legislação. É na última semana que boa parte do eleitorado decide, e tudo que a campanha construiu em meses só é cobrado nesse momento. A reta final da campanha eleitoral colhe, ela não planta: campanha sem vínculo construído antes não recupera o atraso em 10 dias.
Vamos ser sinceros: a maior parte das candidaturas chega nesse ponto exausta, sem dinheiro e fazendo tudo ao mesmo tempo. A equipe tenta virar voto de quem já decidiu, responde provocação de adversário, posta o que sobrou na pasta e reza. E aí acontece o que sempre acontece com quem faz tudo: nada fica bem feito, justamente na semana em que o eleitor está prestando atenção pela primeira vez. É para destrinchar a lógica da reta final que o Guia do Marketing Político preparou uma aula ao vivo dedicada só ao fechamento, com Marcelo Vitorino.
Por que os últimos 10 dias decidem a eleição?
Porque é neles que o eleitor decide. Boa parte do eleitorado brasileiro só liga a chave da eleição na última semana, quando a conversa chega ao grupo da família, ao vizinho, ao ponto de ônibus. Tudo que a campanha construiu nos meses anteriores existe para ser cobrado nesse momento.
A consequência prática é que a reta final não é hora de continuar o que vinha sendo feito. É hora de mudar de fase. A campanha que passou semanas sensibilizando o eleitor, apresentando o candidato e construindo vínculo precisa agora fazer outra coisa: pedir voto, mostrar solução e cravar o número. Quem não muda de fase chega no domingo com um eleitor que gosta do candidato e vota em outro.
O que você vai ver na aula dos últimos 10 dias?
A aula dá a visão de conjunto do fechamento. Marcelo não entrega um tutorial de ferramenta nem um roteiro de peça por peça. Ele mostra como a campanha deve se reorganizar quando o relógio aperta: o que passa a ser prioridade, o que sai da mesa e em que ordem cada coisa entra no ar.
No caminho, ela passa pelos temas que a reta final impõe, sem esgotar nenhum. A escolha das prioridades, porque quem faz tudo não faz nada bem feito. O foco no eleitor indeciso, em vez do desperdício de energia tentando arrancar voto já conquistado pelo adversário. A virada do discurso sensível para o discurso pragmático, que mostra qual problema a candidatura resolve. A repetição do número por todos os lados. A disciplina de não dar palco ao adversário respondendo provocação. E as quatro frentes que precisam de atenção total nesses dias, mobilização, conteúdo, impulsionamento e legislação. Você sai sabendo o que a sua campanha precisa parar de fazer no dia 24 de setembro, e com o mapa para aprofundar cada frente nas demais aulas do Guia.
Por que assistir antes da reta final começar?
Porque a conta do calendário é apertada. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os últimos 10 dias de campanha vão de 24 de setembro a 3 de outubro. A aula acontece em 19 de setembro, cinco dias antes de essa janela abrir, e é justamente esse intervalo que permite chegar no dia 24 com a operação já virada em vez de virá-la no meio do caminho.
Dentro da janela, ninguém tem tempo de parar para pensar. O rolo compressor da eleição já está andando, a agenda do candidato está cheia, a equipe está no limite e qualquer decisão estratégica precisa ser tomada no susto. Estratégia decidida no susto costuma ser a estratégia do que é mais fácil, não do que é mais eficiente.
Assistir à aula antes é justamente comprar esse tempo. Você chega no fechamento com a lista de prioridades definida e a equipe sabendo o que cada um faz. Sobra cabeça para gastar energia no que muda voto, em vez de gastar em decidir o que fazer.
Quem da equipe precisa assistir?
Todo mundo que toca a campanha, e não só o coordenador. Na reta final essa diferença deixa de ser detalhe. O volume de peças multiplica, o prazo encurta e não existe coordenação que consiga aprovar tudo antes de subir. A equipe passa a decidir sozinha, e decide bem quem entende em que fase a campanha está.
O efeito aparece na peça pronta. O designer que sabe que a fase virou coloca o número na arte sem precisar que mandem. O editor que entende a reta final corta o vídeo pelo pedido de voto, e não pela apresentação do candidato. O mobilizador que sabe qual é o público do momento não gasta a equipe em quem já fechou com o adversário.
E existe uma assimetria que só aparece no fim. No começo da campanha, o erro é corrigido na semana seguinte. Nos últimos 10 dias, o que sobe errado fica errado até o dia da eleição.
Quando e onde assistir?
A aula ao vivo Últimos 10 dias de campanha, com Marcelo Vitorino, acontece no dia 19 de setembro, às 10h, e é exclusiva para alunos do Guia do Marketing Político. Como é ao vivo, dá para levar o caso da sua campanha e sair de lá com a dúvida resolvida. A gravação fica depois na plataforma, para a equipe assistir junto antes de virar a chave.
No Guia, ela faz par com a aula dos primeiros 10 dias de campanha, a largada que organiza tudo que vem depois.
Campanha eleitoral é uma disputa por atenção com hora marcada para acabar, e a última semana é a única em que o eleitor está de fato olhando. Chegar nela improvisando é entregar de graça o trabalho de meses.
Garanta seu lugar na aula do dia 19 de setembro. Entre no Guia do Marketing Político, o curso da Academia Vitorino & Mendonça que acompanha você em todas as fases da comunicação política, da pré-campanha ao governo, e feche a sua campanha pelo lugar certo.
Um grande abraço e até a próxima!