Antes de iniciar qualquer projeto eleitoral, é absolutamente essencial saber como mapear forças e fragilidades do candidato. Esse processo é o verdadeiro primeiro passo para estruturar uma pré-campanha bem-sucedida e preparar o terreno de forma segura para a campanha eleitoral. Para os profissionais de comunicação política, conhecer a fundo o cenário interno e externo evita surpresas desagradáveis e ajuda a construir táticas baseadas na realidade, não em suposições ou achismos.
Compreender o cenário com clareza é de extrema importância para pré-candidatos, assessores de comunicação e equipes diretivas. Afinal, uma candidatura não ganha tração nas ruas apenas com boas intenções. É necessário analisar de forma técnica e detalhada o ambiente da disputa, os recursos disponíveis e, principalmente, as condições reais de quem vai colocar o nome à disposição nas urnas.
Primeiramente, vale destacar que essa avaliação inicial exige uma dose altíssima de franqueza da equipe. Colocar a trajetória política sob uma lente de aumento permite criar respostas de defesa contra eventuais ataques e, simultaneamente, potencializar os atributos que de fato geram conexão com as pessoas nas ruas e na internet.
O que significa mapear forças e fragilidades do candidato?
Olha só, para entrar na arena eleitoral, meu amigo, é preciso ter o pé no chão. Mapear forças e fragilidades significa fazer um raio-x completo daquilo que você e sua equipe têm controle. Estamos falando daquelas características intrínsecas ao seu projeto, que podem ser ajustadas, melhoradas ou resolvidas antes mesmo da largada oficial.
Além disso, é o momento exato de separar o que é sonho do que é fato. É muito comum as equipes se apaixonarem pelo próprio projeto e ficarem cegas para os problemas. Portanto, essa análise precisa ser brutalmente honesta. Se enganar nesta fase inicial vai custar muito caro lá na frente, quando os adversários entrarem no jogo.
Como identificar as forças na comunicação política
As forças são os seus ativos principais, aquilo que lhe confere uma vantagem real diante dos outros concorrentes. Por exemplo, ter um mandato ativo e bem avaliado é uma força gigantesca, pois oferece capacidade de realização e uma vitrine constante de diálogo para o eleitorado.
Outros exemplos de forças incluem: um bom nível de conhecimento na cidade (o famoso recall elevado), uma base de apoio sólida nos bairros ou recursos financeiros bem organizados. Pense na candidatura como um barco: as forças são o motor que vai fazer a embarcação navegar mais rápido e com mais firmeza durante os 45 dias de disputa.
A importância de reconhecer as fragilidades na pré-campanha
Por outro lado, não adianta esconder os problemas debaixo do tapete acreditando que ninguém vai notar. Identificar as fragilidades do candidato é o que permite à equipe criar as famosas “vacinas”. Se você não resolver suas falhas em casa, tenha certeza absoluta de que seus adversários farão questão de lembrá-las em praça pública.
O que são essas fragilidades na prática? Pode ser o desconhecimento total do candidato por parte da população, uma alta rejeição atrelada a uma aliança ruim, ou até mesmo contar com uma equipe inexperiente cuidando da divulgação. Em suma, reconhecer esses pontos fracos a tempo é a única maneira de correr atrás do prejuízo enquanto o calendário permite.
Olhando para fora: mapear as oportunidades e ameaças
Em seguida, depois de arrumar a casa por dentro, é hora de olhar para o ambiente externo. Aqui entram as oportunidades e as ameaças da disputa, fatores sobre os quais você não tem controle de forma direta, mas que vão impactar o resultado nas urnas.
Uma oportunidade pode surgir do desgaste severo da gestão atual ou de um tema que está em alta na cidade e que o candidato domina profundamente. Já as ameaças costumam vir na forma de adversários com a máquina na mão, campanhas de difamação ou mudanças bruscas de cenário. Mapear tudo isso ajuda a alinhar o seu discurso e a construir blindagens.
Próximos passos para a sua campanha eleitoral
Resumindo a nossa conversa, entrar em uma disputa sem conhecer bem o seu próprio terreno e a si mesmo é caminhar no escuro. Para não errar na hora de estruturar o projeto, deixo aqui uma lista prática do que você deve observar com cuidado redobrado:
- Seja brutalmente honesto: liste os defeitos e virtudes sem medo de ferir os egos do grupo.
- Ouça as pessoas nas ruas: saia da bolha dos apoiadores e escute o que realmente dizem de você.
- Organize as informações: coloque tudo no papel, crie vacinas urgentes para as fragilidades e defina os argumentos para as forças.
A preparação metódica faz toda a diferença entre uma candidatura aventureira e um projeto realmente vencedor. Se você quer se aprofundar de verdade nessas estruturas e entender como profissionais organizam campanhas de sucesso de ponta a ponta, recomendo fortemente que conheça o curso Imersão Eleições, promovido pela Academia Vitorino e Mendonça. É um treinamento focado na prática que vai te ajudar muito nesse desafio.
Um grande abraço e nos vemos no próximo artigo!



